Adorei! 16/07/12
“Eu sou um cara prevenido. Para evitar um colapso cardíaco fatal na hora que o primeiro marmanjo aparecer pra sair com a Lucia, eu vou me dessensibilizando. Acho que se eu tiver ciúme de mentirinha o suficiente, quando for de verdade não vai doer. Ah, que doce ilusão.
Bom, não é assim pra todo mundo. Eu perguntei uma vez pro meu ex-sogro, por quem tenho profunda admiração até hoje, o que fazer quando aparece o primeiro barbudo a tocar a campainha. Ele tem três filhas. A resposta? “Você dá graças a deus que finalmente um deles tocou a campainha em vez de entrar pela janela”. Como eu moro em apartamento, confesso que nisso não seria tão ruim. Imagine, ser sogro do homem-aranha? Que nada. Tire suas oito patas da minha filha.
No berçário a Lucia tinha três candidatos: O Pedro, que era simpaticíssimo comigo; o Lucas, silencioso e filosófico; e o Artur, que fez um comercial e toda vez que passava na TV ela gritava TUTUUUUUUUUUUU.
Depois o menino que parecia ser o azarão virou o “meu príncipe”. É meu príncipe pra cá, meu príncipe pra lá… E ela quer deixar bem claro: “o Pedro é meu namorado, paaaaaaai.”
Até o dia que eu chego na escola pra levar a Lucia e o Pedro, todo fofo, vem correndo recebê-la, gritando “Luciaaaaaa” e eles se abraçam. O menino do lado, com olhos de gato do Shrek, diz assim “E eu, Lucia, e eu?”. Aí os três se abraçam e eu logo vejo o que me aguarda.”
Fonte: Renato Kaufmann, pai de Lucia, 3 anos, é autor de Diário de Um Grávido e escreve toda semana no site da CRESCER.
You can leave a response, or trackback from your own site.



Leave A Reply